DIREÇÃO DO SINDJUS CONVOCA "REUNIÃO VIRTUAL" INFORMAL PARA DECIDIR A PAUTA DE REIVINDIÇÃO E O PLANO DE MOBILIZAÇÃO DO SEGUNDO SEMESTRE, RETIRANDO O DIREITO ESTATUTÁRIO SOBERANO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO DECIDIREM O PRÓPRIO DESTINO EM ASSEMBLEIA GERAL PRESENCIAL, OU PELO MENOS HÍBRIDA. NÃO PODEMOS ACEITAR ESTA USURPAÇÃO. ASSEMBLEIA GERAL JÁ! NADA DE REUNIÃO MANIPULATÓRIA!
Em dois meses após sua posse a nova direção reeleita tem se esmerado, dia-a-dia, em se dedicar aos mais diversos temas nacionais e internacionais, menos a organizar a luta e a defesa da categoria! Passados já 42 dias da publicação do ato 13 da presidência do Tribunal, que cerceia o legítimo direito dos servidores de comparecerem às assembleias e atividades sindicais independentemente de "autorização" do patrão, nossos audazes diretores não foram capazes sequer de denunciar o absurdo aos próprios trabalhadores e, até onde se sabe, estão acatando cabisbaixos o ataque à liberdade sindical que decreta a própria extinção prática da possibilidade da categoria se mobilizar na defesa dos seus direitos.
O mínimo que se esperava de dirigentes coerentes com a função que ocupam seria o ajuizamento das medidas jurídicas cabíveis para anular o ato ilegal e inconstitucional do patrão.
Da mesma forma, se deveria convocar uma grande assembleia geral para deliberar grandes atos públicos, marchas e paralisações, não só em desafio à tentativa patronal de cercear nossa luta, mas para pressionar por uma revisão decente do plano de carreira, diante da ameaça de liquidação da grande massa dos cargos concursados e sua substituição por centenas de CCs, com a próxima remessa iminente do projeto que (com a colaboração servil da direção sindical) não contempla a correção de nenhuma das graves injustiças da lei promulgada em 2021 (como a falta de isonomia do A1 com a entrância final, o nível superior e a equiparação de 65% do salário dos técnicos em todos os níveis aos analistas, o reenquadramento rigoroso por antiguidade, a jornada de 6 horas e o enquadramento dos aposentados no último grau da carreira, etc).
Entretanto, depois de calados pelo Tribunal com os artigos 45 e 46 do ato 13, tratam agora de calar os próprios servidores, se eximindo de convocar o único instrumento estatutário soberano e democrático através do qual se pode, no debate franco e livre entre os interessados, com o ritual democrático definido, se deliberar sobre nossos interesses e ações, a Assembleia Geral, que para ser isenta de manipulações indevidas deveria se realizar de forma presencial, ou pelo menos híbrida.
Ao invés de realizá-la, simplesmente convocaram uma reunião virtual informal para definir a pauta de reivindições e as ações de mobilização, cujas condições precárias possibiltarão a devida manipulação, cassando falas que não convenham a seus interesses e impedindo centenas de votar as decisões, como ocorreu já na última assembleia, em que forçaram o resultado pela aceitação da extinção de 657 vagas de técnicos existentes. Verdadeiro circo, já pré-montado, no qual, cansados de descumprir as pautas soberanamente votadas pelos sevidores, os diretores do que se tornou um SINDICATO DE FACHADA (do que tanto se orgulham que gastaram grana e fizeram festa pra comemorar a nova decoração externa da sede na capital) poderão forçar a aprovação de suas propostas espúrias, como a aprovação imediata de uma revisão que para ser decente deveria ser rediscutida, com a retirada de extinção de cargos e acréscimo do nível superior e jornada de 6 horas, no mínimo. E poderão varrer, pela vontade (cerceada e manipulada) da categoria as exigências de condições decentes de trabalho e salário que vem sendo aprovadas desde o congresso de 2023 e da Assembleia Geral de 2024.
Assim é que o Movimento Indignação e a Corrente Combatividade e Luta conclamam a cada companheiro trabalhador do judiciário que NÃO COMPAREÇA À REUNIÃO VIRTUAL DE SEXTA-FEIRA, DIA 22 E EXIJA A CONVOCAÇÃO IMEDIATA DE ASSEMBLEIA GERAL HÍBRIDA PARA A PRÓXIMA QUARTA-FEIRA, DIA 27, COM A DISCUSSÃO PRIORITÁRIA DE GRANDES ATOS COM MARCHA E POSSÍVEIS PARALISAÇÕES PARA QUE O TRIBUNAL NÃO ENCAMINHE A ATUAL REVISÃO DO PLANO DE CARREIRA À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA SEM ANTES GARANTIR PELO MENOS, NÍVEL SUPERIOR E EQUIPARAÇÃO DE 65% DO VENCIMENTO DOS TÉCNICOS DE TODOS OS NÍVEIS AOS DOS ANALISTAS, MANUTENÇÃO DAS 657 VAGAS DE TÉCNICOS QUE SE PRETENDE EXTINGUIR, E REALIZAÇÃO DE CONCURSO PARA TODAS ELAS, ADOÇÃO DA JORNADA DE SEIS HORAS CONTÍNUAS E IMPLANTAÇÃO IMEDIATA DE CARTÓRIOS REGIONAIS DE PLANTÃO ORGANIZADAS À SEMELHANÇA DA VARA DE PLANTÃO DA CAPITAL!
movimento indignação

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